
Minho
Data 10/06/2014 14:22:44 | Tópico: Poemas
| Minho
Escuros pinheirais, o mar, o monte água fresca caindo de uma fonte Como tudo é verde à minha vida! A igreja... o alto campanário... Que lindo! Que belo este cenário! Só a mão de Deus... a mão d'artista!
Há pouco que o céu escureceu a terra toda então humedeceu e a bruma envolve as casas brancas... Ao longe brilha uma luz: é o farol agora é ele a luz é ele o Sol ao longe dobram sinos: falas santas...
Os sinos vão dobrando tristemente a chuva vai caindo lentamente e vem lavar de manso esta vidraça... Erguem-se ao longe as asas de branquinhas há fios doridos de andorinhas e junto a mim uma pomba esvoaça
Mais ainda... As serras imponentes Prados verdes, searas reluzentes O mar, o rio, o céu azul imenso... As casas são estrelas semeadas no vasto monte escuro levantadas ao infinito todo, grande, extenso...
E a chuva lava os vidros das janelas borboletas brincam detrás delas... É quase noite. Tudo escureceu... Moças bonitas escondem-se a fiar... O mar é vida... A vida é toda mar... No mar se fina quem no mar nasceu...
Ergue-se todo... entristece a cantar com ondas lindas tecidas de luar da cor do oiro ou brancas de linho... Cantando à noite morrer a murmurar, junto aos rochedos... ali na praia-mar Morre a cantar uma canção ao Minho!
Maria Helena Amaro Esposende, 24/08/1952
http://mariahelenaamaro.blogspot.pt/2014/06/minho.html
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