
Natureza Morta
Data 06/06/2014 22:31:38 | Tópico: Poemas
| Meu pensamento perdeu-se na multidão, Assim me tornei escravo da insolente caatinga Que devora vidas e deixa estéril o sertão Onde sobrevivente é estepe duma existência ranzinza...
O solo é árido, a água do olhar não sacia fome, Junta-se ao tempo inclemente a poeira que infecta O calabouço do organismo doentio e sem nome Bronzeado pelo sol da morte, peçonha concreta...
A desfaçatez humana é analogia com o inferno Que sacrifica inocentes, subleva os ternos Em que fingimento é amargor indócil desta bravata...
O espaço é hediondo, logo ficará deserto... Resta o sonho... Esperança que, decerto, Veste o sertão de hidrografias e cataratas!
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