
Anos luz em fluxo contínuo assentado nas profundezas miseráveis
Data 21/05/2014 08:30:12 | Tópico: Poemas
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Aqui vai pairar sobre os olhos num campo magnético axial, sob padrão de mágica das estrelas percebendo que o número fugia no espaço e tempo de um sonho. Pendurado sobre abismo de gelo, impulsionada por uma onda vazia, impensado ato queimou os dedos.
Nas distâncias absolutas, o ar é poeirento; nas estrelas espalhadas como diamantes está estampado o reflexo de uma coruja fiel. Há fogo nas íris dos olhos amarelos, fora de todo caos o eixo está inclinado, lágrimas do abismo são véus de escuridão. Já ouvira falar sobre o limiar da vida, sobre o portal dos destinos do mundo. Apenas dobrar joelhos, cerrar os lábios vestido por caótico mundo delituoso, providências delimitadas no ciclo, em delírios momentânea e insanamente rigorosos
Acima da dança negra do mundo negro, como em uma mortalha de caixão, quando tudo mais cessa no pêndulo, resta apenas dança vazia nos sonhos. Anos luz de fluxo contínuo voando o mundo, assentado nas profundezas miseráveis.
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