
Ansiar por aliviados dias ardendo na ânsia rotunda
Data 07/05/2014 10:06:10 | Tópico: Poemas
| “Como homem faz-se eternamente belo. Enquanto eu vivo for, agradecido Ao mundo bem patente hei de fazê-lo.
“O vaticínio vosso, reunido A outro, há de explicar-me sábia Dama, Quando à sua presença houver subido.
A Divina Comédia - Inferno - canto XV
Como se ao homem sombrio perdido num mundo indigno de toda sorte de comiseração abrolhada; traz amor silencioso, aguarda na ânsia, rotundo, por aliviados dias que o após a última madrugada.
Nos olhos tão azuis, como doce o céu primaveril, não há ninguém que se atreve a afirmar e dizer: “-Eu quero o seu amor .... Saibam tantos - é pueril que da língua intensa do amor queiram entender.
Carregam no peito ardores, trazem-no escancarado, a paixão, emoção sem precedentes, contida num brado, sentimento sublime, impossível definir, nem explicar.
Adejando que vem, surge e impõe galharda presença, sôfrega respiração, viço em chamas, tão sutil avença; olhos úmidos devem deve comedir a emoção e almejar.
[ saibam.... é a tantos que se impõe de inopino,
comedir a emoção conquanto ventura toda
- mesmo tardia, há de ter sua hora!
não antes, nem após,
mas......................
no momento exato do lido no rol de cada particular e íntimo do fadário...
eh.. eh.... assim será e sempre há de o ser verdadeiro enigma a ser deslindado, pois. ]
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