
AUTOANÁLISE
Data 01/08/2014 23:18:07 | Tópico: Poemas
| Não sou um poeta maldito da concepção do Romantismo byroniano, Não sofro do “mal do século”! O mal deste século é outro: a indiferença Afetiva! Não se sofre angústia por amor impossível, por crise existencial! E eu nunca quis morrer jovem, nem de pneumonia, nem de overdose...
Meus poemas, se bem que tristes e pessimistas, estão longe de Spleen: Poema tétrico de Baudelaire - muito realismo e coragem de expressão Para os dias atuais; somos bons em maquiar sentimentos, pontos de vista Usando figuras de estilística, e não há subjetivismo – somos todos iguais!
Há uma dissonância entre mim e meu tempo: procuro ser eu mesmo! Escrevo poesia por necessidade da alma, não para agradar ou desagradar, Não escrevo para um “público alvo”: coisa de marqueteiro - para vender! Lê minha poesia quem quiser, não importa a classe, a idade, o sexo,...
Sou poeta de engajamento, amo minha pátria: a cultura, os costumes,... Sou naturalista: amo a Natureza; idealista quase utópico - vivo sonhando! Não sou pessimista: sou “chorão”, carente afetivo e azarado no amor! Não sou poeta de “escola”, não me enquadro em “ismos”!
Gosto de brincar com a língua, usá-la diferente, dar-lhe um toque de arte! Minha vitória: fazer cada palavra tremer de emoção, derramar lágrimas! O dicionário amigo, meu grande parceiro, tenho dó do seu vocabulário: Descontextualizado, sem significação, queria usá-lo todo na poesia!
Alguém me acha um romântico sentimentalista?Não me importo! Inclusive, sempre fui um apreciador da poesia do Romantismo! Poeta inspirado, não me falta estro: escrevo sobre tudo, só não fico mudo, Passar pela vida sem entender nada, sem opinião – pior que tudo!
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