
Liberdade de Abril
Data 17/04/2014 17:18:11 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Enrosco-me desiludo nas pétalas moribundas dos cravos de abril, com o peito comprimido pela desesperança!
A noite da liberdade, foi devassada por ausência de patriotismo de gente, que na vida, não conheceu as amarguras e dores dos poros de onde brotou o suor do rosto e do corpo dorido na árdua luta pela subsistência!
Fazem-se ouvidos moucos Ao Grandola, Vila morena, Esquecem-se daquela madrugada Onde nasceram sorrisos nos jardins da esperança!
São esquecidos os direitos do povo, dos mais básicos e incontroláveis labor, pão e lar; Arrastam o povo pelo chão duro da fome, Afogam-nos na lama, De indigna miséria, expulsam-nos da nossa pátria, fazem-nos emigrantes à força, afundam as empresas, mandam milhares para o desemprego em nome do hipotético desenvolvimento!
Triste povo que se submete a tudo, De boca fechada às palavras e ao pão; Este pobre povo que dizem ser sereno, Tão sereno que morre docemente, À mingua e ao relento!
Viva a Liberdade! Viva Portugal! Viva o 25 Abril agora e sempre! Viva este povo sofredor de brandos costumes, Que tem de acordar pela sua sobrevivência! Abaixo a tirania e a incompetência.
José Carlos Moutinho
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