
POEMA SUBCUTÂNEO
Data 15/04/2014 23:58:15 | Tópico: Poemas
| Por baixo da minha pele Há caminhos insuspeitos, Vias sacras consentidas Labirintos construídos A cinzel.
Por baixo da minha pele Há rios que me repartem Em mil pedacinhos d’alma, Marés vivas, margens calmas, Barcos pedaços de noz, Ventos que doem na voz Das sereias que ouso ser Nas veias de me não ser.
Imprevisível mulher Que em noites de lua cheia Se transforma em mim profunda E rasga em dor fina e funda O espartilho de seda Que é minha pele labareda Secando rios por dentro Queimando fios por dentro...
Por baixo da minha pele Tenho jardins proibidos Onde cultivo as chuvas Mais secretas.
Sob o véu que faço delas Tenho um jardim permitido Onde semeio as dúvidas Dos poetas:
“Por baixo da nossa pele... ...somos o céu ou o inferno?...”
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Por baixo da minha pele... Sou as linhas de um caderno.
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