
Dissabores
Data 14/04/2014 13:50:58 | Tópico: Poemas
| Estou enfermo. Choro minha angústia. Sufoco minha essência Na linha desértica da ciência E naufrago meus pensamentos Por mares jamais velejados...
Estou triste. Pranteio desilusão. Meu elo com o cosmos Partiu-se. Enferrujou-se. Meus olhos buscam o sol Numa ótica de todos os lados, Mas para minha decepção Vislumbro o sol quadrado...
Estou nostálgico. O silêncio me devora A chuva não vai embora E o céu estrelado que é azul De repente fica incarnado Criticando meus pecados De homem simples, talvez sisudo Perante as framboesas da modernidade...
Estou faminto, sedento... Meu íntimo quase enguiça, É a inevitável preguiça Que me faz adormecer cansado, Suado, descrente de tudo... Contudo a mente trabalha, Busca verdades infinitas E então surge a lua, Redonda, branca, destemida... E eu o que penso? Apenas durmo ressabiado, Consciente de que tudo isso Que se pinta, que se ilude É o tempo que se aproxima Do final da estrada, do ataúde... Tudo isso é a vida!
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