
Aos desconfiados e aos que não dizem
Data 07/12/2006 22:53:52 | Tópico: Poemas
| Ai os olhares de soslaio que se deitam quando se quer mudar uma velha de pés cravados no palco depois de longo e permanente ensaio. Ai que tantos são os olhares... todos de esguelha em modos de irem conjurar uma maldição fulminante como um raio. Que rezas virão com juras de parelha quando nem a alma nem a razão são de maio.
Ai o “sim” que sai da boca para fora para fazer jeito aos donos quando nas esquinas e nos cantos se roem ossos em segredo. Ai que arrelia esta, a de todos os monos que por deixarem o ar dos pulmões envelhecer de medo se deixam cair em largos lençóis e incontornáveis sonos. Que coisas virão para além do degredo e da perdição desenhada em tão carregados contornos?
Valdevinoxis
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