
Vencendo a guerra interna
Data 03/06/2014 14:30:09 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| A dor sangra o poema Que escorre pelos dedos Transformando o poeta Em pó de estrelas...
Em metáforas a dor Percorre o rio sem amor Numa correnteza descomunal Que se deixa levar ...quase esmaíndo Percorrendo a via cardíaca Se fazendo veneno De puro cortisol, Serpente na mente.
Do sentir o punhal adentrado No peito partido Desfilando no desfiladeiro Com minha herança, Na esperança de vencer O fio da espada que corta versos Em metades meu próprio ser...
Com o ventre sangrando Pela dor de parir Palavras escritas (abortadas) Ditas, E não ditas (malditas) Estas doem mais ainda.
Pensando que sabem tudo da vida (acham que não existe um Ser Supremo) Abrem uma cratera no peito meu Sei que preciso me levantar Pois, sou guerreira e guardiã Da minha luz interior...
Lapidando o diamante na pele N'um misto de lágrimas de sal Enterrado na areia movediça Da dor o coração Tenta respirar Em meio prazer e agonia... Agoniza.
De ter naquele fatídico O amor em meus braços Lutando contra a própria vida Pra trazer de volta Inda que vendo fenecendo, Ou mesmo já sem vida Sem querer acreditar...
Sei que jamais fortes A semente ruim E sim, Quem te envenenava Se fazendo domínio (maldita depressão) Que se fez ilusão E, sem dó nem piedade Se faz vingador Do muito que me deste.
Vocês usurpadores Que na verdade Eu nem os conheço Nem sei de que intestino saíram Que teu pai te pariu...
Que usurpa meus bens materiais Como se fossem teus E me deixando como Estátua de pedra e cal... Afinal, é só material Pois a fagulha de Deus Que existe em mim Isto, jamais tirarás.
Estarrecida pela vida Sigo estando Acreditando na justiça De DEUS que descerá sua Mão Em cima de cada um de vocês Cada um, Conforme as suas ações.
Heis-me aqui muito viva Vendo tristeza escorrer Pelos dedos da mão esquerda Vencendo a guerra Sendo o meu próprio Guerreiro e guardião Da luz interna.
A mesma flor do amor que um dia Fez o coração renascer Hoje, suas pétalas Jazem escritas no cenotáfio Da palavra grafada No jazigo da imortal idade No mais gélido sentir... E eu sem mais A plenitude da vida Pois, energia Que já não existe neste plano Inda assim, Me faço vencedora Pois sinto-te sempre junto a mim.
Ray Nascimento
Aos usurpadores do bem material Pq o espiritual este, Jamais terão acesso. Ray Nascimento
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