
não guardes para amanhã
Data 01/04/2014 10:44:43 | Tópico: Poemas
| havia ao fundo da rua um canteiro com rosas. na rua quase deserta sentia-se o seu calor aromático ele morava em frente mas nunca se tinha apercebido da existencia daquele canteiro. ela morava na rua ao lado tinha um quintal inventado plantado de nada. um dia quando saía de casa viu-a passar seguiu seu olfacto, aroma doce olhou em redor foi então que viu as rosas. chamou-a tinha a mão a sangrar ela : precisas de ajuda ? porque perguntas ? estás a sangrar ! eu ? onde? ah a rosa, nem tinha reparado nos espinhos. mas ela queria amadurecer suas ideias e as palavras não saíram á rua. fecharam-se.trancaram-se . acomodaram-se na segurança da alma ainda hoje,ela sente o cheiro do sangue nas mãos dele agora o sangue das suas próprias palavras.. não guardes para amanhã quem podes amar hoje pensou.e assim ficou.
ana silvestre
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