
Ser(vindo) ao Mundo
Data 08/03/2014 23:40:51 | Tópico: Poemas
| O fustigar do pensamento contra o vento Que provoca ondas de rebeldia que acalento Mimo e faço-as crescer… criando vida por um novo ser Regradas por hipotenusas difusas que simbolizam o viver Não…não sei que impulso me faz tanto escrever Ou até sei…mas não quero dizer.
Pois a alma gentil, que em mim é febril Contrasta com tudo, com o que vejo senil Porque a idade não quebrou, não silencia A criança que traquina habita a minha poesia Aquela que com delicadeza, difunde a fantasia Fantasiando mundos de plena e pura energia
E o que sou eu agora? O que fui outrora? Outrora sei lá e nada me importa agora Apenas uma plena certeza vive imbuída A concretização de uma etapa de uma vida O prazer de fazer parte de uma causa sentida É isto que me faz correr, ansiar por escrever
Se fosse Pessoa escreveria Escrevendo tudo o que sentia Sentindo a vida que em mim fluía Fluindo simples poemas com alegria
Se fosse Espanca a sofrer O meu encanto seria amar até doer Procurando no mundo me encontrar O que arde sem se ver, mostrar a quem amar
Mas não… sou apenas vulgar Jomad’o Sado gosto de me chamar Prisioneiro em Mim quis publicar Para a causa da APPDA ajudar
Que posso eu mais dizer sem falar? Falando daquilo que faz a alma da minha alma… chorar Porque aqui….não basta apenas o muito te amar, não basta
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