
Inclinação - Capítulo VII
Data 07/03/2014 23:02:39 | Tópico: Poemas -> Amor
| Capítulo VII
Eu nunca dei nada como garantido apesar de tudo correr de feição, Sabia que poderia acabar abatido como fiz no texto da 'Desilusão', Adormeci-a de embalo no meu peito ela dormiu da forma mais profunda, Progressão faz-se sempre a direito e não nas voltas de uma rotunda, Já não fazia das tripas coração porque não tinha nenhum dos dois, E fiquei pior quando de avião te vi a relegar-me para depois, Irias estagnar a possível relação que me acendeu de novo a chama, E apesar do meu fato de ocasião por dentro eu ainda estava de pijama, Na Matéria-Prima queria ser forte para incentivar quem me seguia, Amor era questão de vida ou morte e eu já não acreditava que ele existia, A tua presença era o que queria e ela fez-se sentir aos poucos, E senti-a ao longo de todo o dia em desejos completamente loucos, A minha bateria recebia energia a cada mensagem que enviavas, Não gastava enquanto eu dormia porque nos meus sonhos tu andavas, A minha língua baralhava vogais numa prosa que tu me encravavas, Porque tu eras a tulipa mais valiosa do país em que estavas, O vestido branco que te vestia naquela consoada em que desfilavas, Fazia-me perder os sinais vitais e procurar na tua boca respiração, E por achar os teus lábios ilegais só queria o caminho da tua prisão, Não houve intervalo nas palavras apesar da ausência que se sentia, Interrompeste enquanto tocavas e isso poderia alterar a melodia, Nós atingimos equivalência das oitavas ao mudar som sem mudar harmonia.
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