
Válvula de Escape
Data 25/02/2014 22:37:09 | Tópico: Poemas
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Sei que a preguiça rebola no seio das gentes E que dormir é tudo quanto de verdade se quer, Não saboto de mim vez por outra um soninho qualquer, Mas confesso que em cada sono há propósitos diferentes.
No cinzel de cada sono deveras me programo, Durmo sempre com um olho fechado e outro aberto, Assim diante de uma emergência estou desperto Para não permitir que as chacotas da vida me deem cano.
Quem se abraça a sonos prolongados possui carências Que só no sonho não se manifestam como tendências Porque o estágio onírico é particular, de acesso proibido...
Vive-se, então, duas vidas: uma real, outra fictícia E nas fantasias de ficção tudo é possível e sem perícia, Por isso dorme-se cada vez mais isentando-se dos perigos!
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