
No diapasão da morte
Data 23/02/2014 14:58:25 | Tópico: Poemas
| Debaixo de chuva caminho pelo cemitério Na noite trôpega vinculada a raios e trovões, Perambulo entre as catacumbas ao som dos violões Que distantes tocam marchas fúnebres de estilo ébrio.
O silêncio me ensurdece as aurículas na lama esparsa E o vento úmido empurra-me contra as grades do medo, Sigo contrito meu destino contornando todos os becos, Mas me sentindo perseguido por arrepios de fantasmas.
Dentro da escuridão intensa meu cérebro trabalha E anestesio minha alma para encarar funestas batalhas Que certamente ocorrem entre eu e o tempo...
Na tempestade sem tréguas meu corpo é fadiga, Então cruzo ressabiado o necrotério onde mãos amigas Velam meu cadáver com profundas preces e sentimento!
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