
Atalaia do arco íris em chamas coroado
Data 21/02/2014 18:52:04 | Tópico: Poemas
| Mas na prisão de um amor, cabeça inclinada, eremita da masmorra, não podia conhecer ninguém. Não estava à procura de desculpas, conhecia as pessoas, e sabia da lei ... Nada deles esperou, cético aguardou nas escadas de íngremes degraus. Mas não abriram a porta, não acolheram o eremita grisalho, rosto macilento e decrépito, como daqueles que morrem ainda no auge da vida. Todos eles vão morrer antes dos eremitas das masmorras. Não poderão continuar a existência, os dias deles não terão mais luz. Satisfeito se faz ermitão sem glória, divertindo-se com vigores passados, tantas energias dispensadas, enquanto esforçadamente tentam ignorá-lo.
Soerguendo a fronte, olha em volta; arfando o peito, espanta tristeza e medo, mas todos sentimentos foram quebrantados, violentada alma rasgada, fogo nas veias correu. Antes de dormir, cerrou levemente os olhos cansados tentando atrair o sonho estranho, onírica visão profético brilhando etérea, como espectro surgindo meio ao nevoeiro denso.
Mas bem sabia, aos lampejos do destino, mesmo que outros estivessem enganados: - jamais poderia estar arrependido, anjo celestial que era, guardião divino, um atalaia do arco íris em chamas coroado.
|
|