
Conciliação
Data 14/02/2014 14:45:20 | Tópico: Poemas
| Aluga-se um pranto insosso e de plantão Que umedece a tristeza dos que estão sempre sós, Lágrimas paraplégicas que despencam em caracóis Cativam a saudade de quem convive com a solidão.
Arrenda-se um coração que bate em descompasso Com pingos de chuva que fertilizam o solo, Na areia côncava jogo-me e me destroço Sem beijar o alcatrão que me vigia os passos.
Liberta-se a melancolia que tapeia o destino E se execra de enrugar a face inocente do menino Que sofre nas caladas da noite, as horas solitárias...
Destilam-se os prados onde a natureza sisuda, dorme... Guardam-se as angústias na agonia dos alforjes Para trazer do sonho uma vida desperta e humanitária!
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