
CLAUSURA
Data 06/02/2014 00:06:20 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| É naquele belo rosto Que se abre uma janela Para o sol poder entrar, Cheio de alegria a brilhar, Trazendo aroma da canela, E harmonia do bem-estar.
Na janela a ver o horizonte, Através da clara luz do dia, Sentindo a paz que irradia, Na suavidade da melancolia Que o vasto verde acaricia.
Nesta minha prisão sombria, Fico com o desejo profundo, De me libertar deste mundo, Ao ver pássaros com alegria, A gozar a liberdade que podia.
Presa, neste grande espaço, Entre paredes largas e frias, Resignada à minha condição De monja, neste meu terraço, Como escrava desta servidão.
Nestas minhas aventuras, De desamores passados, Fui condenada à clausura, Ao isolamento, às agruras, Por todos e tantos pecados.
Manuel Lucas
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