
Inclinação - Capítulo III
Data 27/01/2014 00:26:05 | Tópico: Poemas -> Amor
| Agradeci o comentário que me fez dizendo haver muito mais por ler, Esqueci o horário de uma só vez eu e ela, estava mesmo a acontecer, Disse que a tinham surpreendido com um texto que havia publicado, E eu fingi não saber do sucedido enquanto ficava corado deste lado, Disse-lhe ser o médico no cuidar dos nós consequentes do seu após, A intenção era fazê-la acreditar que no amor nunca estamos sós, Enquanto completava a resposta: 'Identifico-me com o que escreves' Tinha na mente uma serenata composta por leves levitações breves, E acordava quando me questionava: 'Meu Deus, como é que te atreves? Como surge alguém assim do nada e destrói todas as minhas greves?' Nervoso tirava a tampa da caneta e metia até perceber o sinal, Se a minha escrita era paixoneta a dela era descarga emocional, Completa dizendo ser com luz a sua forma preferida de escrever, E se a sua fotografia já me seduz imagino a sua silhueta a aparecer, Tento dispersar e decido enviar uma imagem para que ela analise, Desejando que nos faça avançar para a paisagem antes que paralise, Aí ela veria um mundo cor-de-rosa pronto para nós com dois bancos, Onde começaria a relação amorosa até ao dia dos nossos cabelos brancos, A imagem foi deveras devastadora porque algo havia terminado, E mesmo sendo muito encantadora algo para ela não tinha funcionado, Preto no branco, eu fui franco quando estendi a mão para a ouvir, E num solavanco vi em um banco a inclinação que estava para vir.
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