
falsário farsante
Data 21/01/2014 23:30:30 | Tópico: Poemas
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Não demorou nem um instante, ele estava num canto imóvel olhando por cima do ombro, arrumando um tosco pince nez ao longo dos olhos vesgos, mirando extasiado; descortinava-se paisagem verdejante abelhas procurando flores vibrando agitadas as asas de cobre.
A vela continuava queimando pousada no castiçal dourado os caroços dos abacates apitavam ruidosos inéditos sons estridentes coroando as pequenas sementes espalhadas na poeira decorada pelas frutas expostas no balcão.
Castiçal de metal vagabundo acumulava na arandela, pingos da cera queimada da vela, projetava sombras nas paredes enfumaçando as telas penduradas, desvalorizando Van Goghs, Picassos e Matisses falsificados; tudo acontecendo à vista do pernóstico colecionador farsante.
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