
Meu caro Vinicius
Data 09/01/2014 22:53:42 | Tópico: Poemas
| Meu caro Vinicius De repente, não mais que de repente... Vinicius de Moraes
É meu caro Vinicius, Estavas certo na prédica De o de repente desatinar De perder-se de seu amar Na mais bela forma poética.
É meu caro Vinicius, Esse seu de repente tortura Vem sempre ao revés De um chorar do através Momento póstumo, amargura.
É meu caro Vinicius, Seu vaticinar estava correto, Pois se fez “da amiga”, distante E minha vida aventura errante Só por não tê-la per perto.
É meu caro Vinicius, A silenciosa e branca bruma Fez-se em mim um vendaval Prelúdio do dantesco temporal Que do sonhar verteu-se, espuma.
É meu caro Vinicius, Essa pedra no caminho Esse de repente indesejado Que maltrata enamorado Fazendo do cercado, sozinho.
É meu caro Vinicius, Espanto-me nesse teu pranto Vivo de mim tão distante Também de minha amada amante Das mãos espalmadas, retrógrado espanto.
É meu caro Vinicius, Nesse meu desatinar O de repente renasceu E o amor feneceu Como irei continuar?
É meu caro Vinicius, Como posso livrar-me da dor, Se ela de mim distante está? Virei até um louco poeta delirante Per causa de meu desvairado amor.
É meu caro Vinicius, Tu não mo ensinaste a vencer Esse seu de repente voraz Que no circuito leva, também traz Fazendo o amor nascer, viver, perecer.
É meu caro Vinicius, Sei bem que sou inconveniente, Mas entenda-me amigo Procuro tão só um abrigo Para fugir de teu, de repente, não mais que de repente...
Leandro Yossef (VII/I/MMXIV)
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