
No enterro da minha gente ...
Data 02/01/2014 12:54:11 | Tópico: Poemas
| Sou ultimo vivente d'uma infancia mal fadada e recordo essa gente numa fria madrugada onde minh'alma sò se via sem nada! ...
Minha vida foi diferente do que queria a minha gente!
Eles nunca me entenderam... Eles nunca me sentiram... Eles não me deram nada ...
E a repulsa que lhes tive, amargura que senti fez de mim estrangeiro em casa ...
E o que ficou dessa ferida, nessa fria madrugada, entre a casa abandonada e a minh'alma sem nada?!
Ficou a morte dessa infância no enterro da minha gente ...
E alguém mais sofrerá a dor desta distancia?! Haverá alguém mais que assim sente?!
Qu'importa?!
Sepulto os mortos do meu sangue nessa casa abandonada. E repouso por fim em paz, nesta hora, no frio da madrugada...
Eles nunca me entenderam... Eles não me deram nada ...
Ricardo Louro em Évora
E recordo nestes versos que escrevi os tristes versos de Cecília Meirelles na Casa Desabada, essa Infância amargurada onde a sua Alma só também se via acordada ...
- saturno em Escorpiao transitava, p'la primeira vez, grau por grau, a minha cauda do dragao. O fim de um ciclo do passado -
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