
Fogo de artificio
Data 31/12/2013 16:30:55 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| O que eu escrevo vem do coração mas muitos querem que me descarte, E mesmo sem haver consideração eu respeito sempre a minha arte, Não acreditavam no que pressenti dizendo que tudo isto era impossivel, E o que eu vou fazer hoje aqui é mostrar como se chega ao meu nível, Prometo que a noite vai ser boa quando os copos tiverem levantados, No pensamento um F16 que sobrevoa toda a minha lista de convidados, Quero que cada seguidor acompanhe um crescimento que não terminará, E claro que eu só bebo champanhe eu não sei o que o amanhã me trará, Para inimigos com dor de cotovelo eu aplico uma pequena cirurgia, A vossa raiva enrolo como um novelo e maior o volume maior a energia, Caneta e um folheto como amuleto e assim que o combate começa é knockout, E eu só me visto todo de preto para deixar o vosso coreto em blackout Ironia nunca ter vivido de joelhos e dar-vos a mão para vos levantar, E podem mostrar-me sinais vermelhos mas não são eles que me vão parar, As 12 passas irão engolir de enfiada e vocês não passam de doces ameaças, E até aceito que queiram ter piada mas hoje não é dia de acção de graças, Agora eu não ligo ao meu umbigo e luto para ser melhor até conseguir, E se vocês nem conseguem comigo porque perguntam quem está a seguir? Seguidores, o bater do meu coração deixam-me nos estados mais absortos, E sem perdão eu arraso a competição com pétalas de rosa como se fazem aos mortos, Desejo mais do que fiz este ano enquanto a Matéria-Prima promovo, Se não der certo passo um pano e para o ano eu tento tudo de novo, E se 2014 me trouxer uma mala cheia de dinheiro eu prometo não mudar, Porque se essa for a última ceia no dia seguinte é o meu crucificar, Desaparece o estereótipo tipo toupeira quando percebem o relevo do meu trevo, Dizem que eu trabalho numa gasolineira mas não entendem metade do que escrevo, A poesia é a aranha que vos apanha e vos levita quando estão cabisbaixos, Dizem que o amor é como uma montanha e eu quero ver os seus altos e baixos, Um sismo que deixa a terra em tremor e eu sempre quis despertar emoções, E digam-me quando nasceu um escritor Luís desde o Luís Vaz de Camões? Eu distribuo cartas como no solitário e faço xeque-mate como no xadrez, E a minha vida parece um calendário com uma modelo diferente em cada mês, Tento encontrar a musa deste milénio e acabar bocejos com os seus festejos, E se for um génio roubo-lhe o oxigénio em 3 beijos sem gastar os 3 desejos, Se esta noite o vento estiver a favor vou deixar a bandeira do diamante voar, Enquanto eu declaro todo o meu amor como se o mundo hoje fosse acabar, Nestes 365 dias encerro a reunião em que estive de plantão, ossos do oficio Suspense nos tambores sobe a pulsação com um foguete na mão, fogo de artificio.
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