Data 25/12/2013 21:07:48 | Tópico: Poemas -> Natal
Será que terei de gritar o teu nome? pegar numa estrela e com ela escrever uma estrada infinita de luz ?
Será Deus que terei d´ abraçar o teu corpo idolatrado esse teu corpo que nenhum deus viu esse teu corpo pregado na cruz sangrando e morrer nos teus braços com o nome adorado escorrendo-me como um rio flagelado?...
Então , hipócritas das letras que determinais as leis escrevei com pregos o nome que eu grito em completa loucura e que é a minha salvação pura !
Podeis levar-me, agora ! sobre as gargalhadas e as pedradas de todos os que em mim não são porque é mais fácil secarem os mares do que amordaçar o vento que me espalha por cima de todo o tempo!
E , eu, apenas quero soletrar com a mais sagrada ternura as quatro letras divinas do infinito ! dizer-vos : amo-a ! e que direito tereis vós de profanar de castigar seu templo imaculado com vossos amuletos de crime legalizado?
Pois bem , vejam-me morrer estendido sobre um céu de madeira coberto com o manto do beijo que conforta as chagas do meu corpo e constatai como as feridas cicatrizaram e agora que me levais como um cortejo de sanguinários por acaso observais que de cada ferimento que em mim cravais nasce uma flor ? e que esse jardim que em mim irrompeu foi ela que o escreveu quando encostou os seus lábios e me beijou na sutura em que o amor nasceu?...
Sim ! podeis levar-me ...
Luiz Sommerville Junior,310820100811 - A Madrugada Das Flores
Festas Felizes para todos. (Uma árvore enraizada num grão e três ventanias granuladas que são o povo em exclamação que são na minha mão a água em reticências ...)
Luiz Sommerville Junior, 191220101629 Eu Canto o Poema Mudo