
O túmulo de Robin Hood
Data 11/12/2013 14:56:43 | Tópico: Poemas
| Nos estertores da morte inevitável retesou de freixo o arco, uma ultima seta de vara de salgueiro emplumada célere voou. Aos companheiros suplicou que onde caísse ela fosse o marco a jazer indelével sobre a campa que seu corpo terreno inumou.
E ele morreu, lá foi sepultado. Naquela mesma noite no nevoeiro, um primeiro toque foi do vento trazendo-lhe um abraço afetuoso, no silencio sonolento como das pedras alvernadas do mosteiro, onde encerrada Marian deitava lágrimas do semblante umbroso.
Prestos sobre a campa brilhavam de pirilampos esvoaçantes luzes, ante tristonho som, murmúrios dos vimeiros milenares, cruzadas, acolhidos foram na esvoaçante fumaça da bruma à guisa de cruzes.
Como às labaredas, doze arqueiros em verdes panos alimentaram - morto Robert de Locksley – as canções quais foram eternizadas, ora lendárias proezas, as exultações então os pesares suplantaram.
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