
UM CASAL DE MENESTRÉIS.
Data 09/12/2013 22:25:30 | Tópico: Trovas
| Amar não é penitencia, Mas pode ser sacrilégio, Se nossa alma é carente, O nosso amor é flagelo.
A mim o tempo ruiu, O amor se esfacelou, Ele passou eu não vi, Agora amargo a dor.
Já saquei todo intento, Eu beijarei teu congote, Após te levo ao cinema, E lá teremos mais sorte.
Teu desejo eu salivei, Passei por cima de tudo, Em você me encontrei, Ali nos lábios carnudos.
Somente me realiza, O amor é contradito, Traz alento ao corpo, Desalenta meu espírito.
Um amor que atormenta, Que te alimenta e sacia, Mas também é água fria, Quando de ti se ausenta.
Cada um em seu quadrado, Quem puder entre na pista, Mais o mundo dominante, É dos falsos moralistas.
De mim podes te apossar, Teu querer é patriótico. Quando a saudade matar, Seremos os dois devotos.
Você é minha poesia, Tenho tudo que preciso, Elegância e cortesia, Meu escrever é conciso.
O que eu quero você quer, Vamos passar os papeis, Depois viver este amor, Um casal de menestréis.
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