
Árvore de Natal (Moacyr Sacramento, o Moa)
Data 03/12/2013 12:34:22 | Tópico: Poemas -> Natal
|  Que pena! Você não viu a árvore de Natal que neste fim de ano armei! Ficou tão linda! Tão linda que mais parecia um sonho.
Não tinha bolas vermelhas, pus no lugar bons momentos vividos com meus amigos, muitos foram com você.
Bengalinha colorida, também não tinha nenhuma; no lugar, botei abraços que meus amigos me deram ao longo de todo este ano.
E os seus, como foram fortes! As luzes de pisca-pisca, essas botei. Várias séries a piscarem alternadas.
Mas, as lâmpadas, troquei por sorrisos que me deram os meus amigos neste ano.
E os meus amigos me deram muitas gargalhadas boas, daquelas francas, gostosas... Também aqui seus sorrisos eram dos mais luminosos!
Algodão, fingindo neve, não tinha nem um pouquinho. Foi todo, todo trocado por gestos só de carinho, E foram tantos, meu Deus!, que de amigos recebi por todo o correr deste ano! Muitos, você quem me deu.
Agora, se você visse a belezura de estrela que eu coloquei na pontinha da Árvore de Natal... Nossa Mãe! Ficou demais! Tinha a cauda bem comprida!
Faiscava em cada ponta o brilho de alguns olhares que meus amigos me deram; que olhar de amigo pra gente é feito uma estrela guia de nosso crescer sozinho.
É feito alimento. É vida! E foi luz no meu caminho o brilho do seu olhar.
Aos pés dela coloquei os cartões que me mandaram os meus amigos distantes e os que estão perto de mim.
Bem visível, pus o seu. Feliz Natal! Boas Festas! Sucesso! Felicidades! Jesus vai te abençoar!
Paz e Amor! Tudo de bom eles desejam para mim e nem me veem chorar.
Você não viu minha árvore, nem podia mesmo ver, porque ela é bem pequenina. É grande só na alegria.
Foi feita assim desse jeito porque senão não cabia aqui dentro do meu peito. Moacyr Sacramento, poeta e dentista, do Ateliê do Poeta em Conservatória. In: O Colecionador de Benqueranças, 4a. Ed, 2011, p. 23.
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