
Voz silêncio
Data 24/04/2006 22:30:00 | Tópico: Poemas
| Rumo em silêncios recortados, intermitentes rumores vagos, som reflexo, ausências insinuadas. Ciência exacta, aplicadas matemáticas sem lúdicos brincares, aturado génio, vacuidades em insonoros actos, arautos amarelos notícia calada, Negra. Em asfixia amnésica palavra azul círculo cromático , circulo em breu perdido, em afonias padecente, palavra quase nascida, indizível, câmara escura, revelação adiada da boca interdita, a boca de dentes cerrados dilacerantes a palavra na boca, silêncios. O tempo mudo mede na areia a espera ansiada do leve murmúrio, sílica cristal reflector solar, contador dos tempos sem voz, os tempos ainda por anunciar, inomináveis e insonoros, tímpanos estoirando, clepsidra, tempo atómico medida. grão a grão de todas praias a palavra urgente, revelação. A espera! Na demora da palavra por nascer os sons primordiais, o cérebro tecendo preciosa filigrana dourada sol, a boca ansiando o sinal, áureos elos unindo binómios, a boca refém da cerebral vontade voz suspensa em demorados lábios ouvidos ensurdecendo, na improvável dádiva, enlouquecendo, minguantes, nas ganas do providencial acústico alimento. De fora de nós, do supremo dos seres descendente ela virá, inicial percursora em sons transmutada, eminentemente bela necessariamente única significante absoluta de todas as babilónias, na boca os lábios a palavra. Trindade. A voz éter propagação, fonética livre revelada, plena de todos os espaços e de todas as medidas do tempo feita instantânea e única permissão. Momento feérico no caminho do silêncio, dos lugares dos tempos obscuros, em caminho do espaço infinito, feito de telepáticas comunicações. E deixamos os sons duramente conquistados partimos livres, rumo a sublimes silêncios feitos de visuais entendimentos e emoções, Almejada paz celestial por fim detida, em nós por dentro de nós, incorpórea essência dos céus humanas ambições aplacadas constantes, intranquilas buscas, incondicionais e físicos anseios o ter e já nada desejar insanável contradição humana. Silêncios melódicos consonantes? Percepção comunicação telepática? A voz persiste feita inaudível, edificado som na arquitectura divina dos vazios siderais.
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