
Mensageiro da verdade
Data 19/11/2013 23:38:33 | Tópico: Poemas
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Na rua deserta, figuras humanas em andrajos colhiam doces em taças transparentes; quando procurou pelos demais, não conseguiu vislumbrar alma viva ao redor.
Ao longo do dia, quedou-se em silêncio, conformando-se com o que descobrira. A grande verdade, notável conhecimento, é que estava só, entre pingos da chuva e reatores de lâmpadas fluorescentes.
Sereno mais uma vez, saiu da casa, conferiu o visual escolhendo um óculos, combinando com o suéter verde, cada vez mais desbotado e puído, embolorando a cada dia que passava .
Ali, entre lâmpadas queimadas e uma esmeralda de fundo de garrafa, percebeu que o nariz estava quebrado. Mas estava tranquilo com o clima, usava galochas de chumbo sob uma capa de bronze.
Caráter firme como torrões de açúcar, veio para dizer somente a verdade.
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