
ABRA-ME A PORTA ATÉ O MEIO.
Data 02/11/2013 02:02:46 | Tópico: Contos
| Abra-me a porta até o meio, e se puder sorria, Não quero festa, busco apenas a recuperação da verdade,quando juntos pela ultima vez, imperou A nossa obscuridade, não que eu pense em ti Legitimamente, mas não consigo desviar-te Das minhas rotas de colisões intempestivas, E justamente neste tópico, preciso esclarecer, Um “eu” ainda desconhecido de mim, um sujeito De decisões abrutas, e nem sempre complacentes Com a moralidade convencionada pela sociedade, Mas tão somente tangido pelos desejos promíscuos, desta minha carnalidade exuberante, E oprimida,nunca penso em tuas virtudes, e estas Certamente existem, mas a minha devoção no que Te concerne, se basta pelas poupas das tuas nádegas arredondadas, e de molejo inigualável, adentrando um tanto mais, sinto a textura áspera Dos teus cacheados pelos púbis, e me embriago No inconfundível odor do teu cio anunciado que Antecede tuas regras menstruais, e estas pelo volume exacerbado que beira a um processo hemorrágico amarelam-te as faces antes rubras, Mas nem um pouco menos encantadoras diante Destes meus olhos insanos, e caçadores de libidinagens, e envergonhado por ser o meu ser Um portador de tão pouca honradez, no que concerne ao bom senso amoroso, dispenso de Ti a penalidade de te abrires por inteira à este Abutre das insanidades afetivas, e gigolor dos Desejos albergados neste teu frágil ser feminino, Que sempre sonhou ter os teus encantos, e a tua Serenidade resguardada por um homem capaz, De te fazer a mágica transformação que o amor Protagoniza, curvo-me diante de ti, em reverências, ao teu padecer, que não por minha Culpa mas pela minha omissão hora se avoluma, Diante do teu desengano confirmado e não mas Apenas deduzido, até um dia talvez em outra Dimensão quem sabe?.
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