
Tênue como a vida da pequena rã
Data 30/10/2013 01:05:09 | Tópico: Poemas
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Esvoaçante vai pelos campos e ravinas das margem do rio, numa desabalada carreira sob a chuva fina brinda o céu caindo as penas do avestruz antes que começasse a nadar. Só uma corrida, as penas queimadas por folhas de urtiga.
Na retórica atual seguimos todos os sábios ensinamentos os corações indagam até a quem poderia atravessar o mar taquicárdicos batendo frenéticos em descompassado ritmo às vésperas de mais um dia festivo sem maior trabalho.
Sei bem que precisava sim apoiar-me nas abas da casaca como aquela estrela bêbada que passou cadente e trêmula mergulhando na obscuridade das luzes do céu distantes.
Que mais haveria a ser dito quando ignoram a si mesmos junto por isso, o ar raro impregnado de hélio e hidrogênio tornou-se mais leve, ascendeu como a vida da pequena rã.
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