
A Lenda da Castelhana
Data 08/10/2013 22:54:49 | Tópico: Poemas
| “Inês! Aonde estás meu amor? volta pra mim, conquista a morte, vem e tira-me esta grande dor, volta por milagre ou por sorte, vem e torna este deserto em flor, vem acalmar esta raiva tão forte, torna esta vida cinzenta de outra cor, Inês? Volta, volta de novo meu amor.”
Estas foram as palavras desesperadas que saíram da bouca de Dom Pedro I O Rei Justiceiro de Portugal, ao saber da morte da sua querida Dona Inês de Castro, a aia da sua mulher a Infanta Constança Manuel, que era Castelhana de raça mas uma mulher sem graça, e que ao Príncipe não engraça, e ele já nunca ultrapassa a relação que acaba em desgraça por terras de Alcobaça, e que este poema a traça, para que fique na tradição, e não volte à escuridão, para nunca mais ser lembrada, esta história tão desastrada, que aconteceu ao nosso rei, há tempo que já não sei, espero que a não exagerei, porque a quero contar certa, porque me deixou a bouca aberta, quando a ouvi pela primeira vez, e que pra sempre ficou gravada no meu coração, e corre pelas minhas veias, quando ando por terras alheias, mas nunca deixo de ter o meu sangue Português. Então ao poema...
No reinado de Dom Afonso o quarto, aconteceu que por parto, A Dona Beatriz teve um filho, Pedro foi o nome que lhe deram altas celebrações que fizeram, e os pobres comeram milho. O Príncipe então lá cresceu e pediu a seu pai , que lhe deu uma princesa em casamento A infanta Constança Manuel trouxe por coíncidência cruel consigo a aia preferida, Dom Pedro logo se enamorou por ela louco ficou, e aí se abriu a ferida. Não querendo mais a mulher Dom Pedro pra sempre jurou daí só ter um amor Dona Inês sería daí tragicamente para si a causa de muita dor. O rei já velho e cansado só queria o herdeiro casado, para criar raíz, formulou então um plano e pôz o filho ausentado para outra parte do país. Com essa oportunidade O rei voltou à cidade com as suas ordens na mão, não sei dizer se foi ciúme, Ou se foi visto nalgum astro Porque o rei então ordenou a morte de Inês de Castro. Dom Pedro que se encontrava com o nobre que o aconcelhava Ouviu a notícia pela Condessa, Tinham assassinado o seu amor e desvairado pela dor O Príncipe perdeu a cabeça. Revoltou-se contra o rei, não obedeceu à lei, e pôz as suas tropas em desfile marchou contra seus velhos pais não querendo saber nada mais e entrou em guerra civil.
A guerra demorou dois anos ambos fizeram os seus panos até que a paz se manteu O rei não passou deste impasse jamais ao filho falasse mas o poder lhe cedeu, perante algumas testemunhas o rei enrolou as unhas virou-se para o céu e morreu. Dom Pedro ao receber a herdança Não tinha perdido a esperança de seu velho pai se vingar e então para primeira vingança só à ponta de uma lança os assassinos mandou chamar, juntou a corte em total desse nosso Portugal e grande algazarra fez depois de seus inimígos re-ver Dom Pedro lhe quiz dizer O que é ser rei Português. Mandou desenterrar o corpo da mulher que quiz amar e sentada a seu lado o esquelete desmembrado a mão lhe foram beijar. A turtura que veio a seguir foi violenta demais para descrever aqui simplesmente quero dizer que consigo compreender porque tambem já sofri. O homen que matou Dona Inês sabem o que o rei lhe fez? Se calhar não sabem não, segurado sem se poder mexer mas de olhos abertos a ver arrancou-lhe o coração. A outros lhe preparou ainda uma morte menos linda que até me custa a crer cortou-os ós bocadinhos ainda vivos coitadinhos fritou-os e fê-los comer. Só um é que escapou à morte mas coitado não teve a sorte de viver a vida sem mal pois sabem o que o rei lhe fez? Fê-lo ir por toda parte declarar o corpo de Dona Inês Raínha de Portugal. O rei Dom Pedro, o Justo mandou erguer a grande custo dois túmulos no mosteiro de Alcobaça que ainda hoje lá se encontram os amantes infelizes deitados, quase a tocar narizes nunca mais perdem a graça. A construção do monumento foi uma forma de lamento para o Rei que estava muribundo aos pés dos dois está inscrito como se o rei tivesse dito ‘Juntos até ao fim do mundo.’
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