
AO POETA JOÃO FIRMINO CABRAL
Data 06/10/2013 22:08:59 | Tópico: Poemas
| A saudade reclama em nosso peito, Cortando tal lâmina a plangente alma, Esta dor que nos domina e não acalma Não crer e refuta tão rápida a despedida. Nossos olhos o procuram, não estão refeitos, A poesia dormita, ainda, sem tua ausência, Reclamam o bentivi e asa branca em clemência Ao despontar da aurora a canção já ferida. O cordel não aceita do poeta a partida, Rasga as vestes que envolviam a folha Não há mão serena que hoje o acolha, Onde havia em tão remoto passado. O grito do defensor do cordel 'sta calado, O corpo fora sepultado no último abrigo Servindo a perda para esta dorida canção, Receba mestre estes versos do teu amigo, Simples discípulo, admirador e irmão.
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