
o embate do rochedo contra o mar
Data 25/09/2013 13:38:06 | Tópico: Poemas
| "... Volátil nevoa crenelada olhos centenários vem nublar, trazer o aroma salobre que a rocha respira cantando..." -------------------------------------------
o embate do rochedo contra o mar
Impávida rocha, puro basalto açoitado pelo vento, inclina-se sobre o abismo a beijar as ondas do mar. Ninho de altaneiras fragatas, procura nas águas, as cristas das ondas salpicadas da neblina sublimada.
Rochedo à beira do mar não teme o bater das ondas, a duros golpes em seu peito sob barulho ensurdecedor. Enfrenta-as como guerreiro, não vão tenta captura-las, nem foge para a falésia, sequer o pico mais alto escala.
Volátil nevoa crenelada olhos centenários vem nublar, trazer o aroma salobre que a rocha respira cantando.
Audaz rochedo não tem medo da persistência das ondas a golpearem infindavelmente, destrutivo e teimoso afã. Dia virá quando vencida roca pelo tempo sem desistir da luta, teimosia e persistência das ondas vencem a última batalha.
A tempestade é forte, escorre pelos ombros da falésia, e afinal, quebra-se a penedia diante da pélaga aleivosia. No fundo, fragmenta-se em areia caída do penhasco, mesclada de conchas nacaradas, adornando o fundo do mar.
Não descansava o penedal, sempre pronta para o embate, finalmente aniquilada, cai a rocha desfeita, ferida fatal.
O sol levanta-se na abóboda azul, raios iluminando o mundo, refletindo na superfície de espelho líquido agora calma. Tudo consumado, queda-se o oceano somente a marulhar, finda a cruel frágua da pedra, descansa do embate mortal. Percebendo a rocha quebrada rejubila-se em glória o mar, manso azul numa manhã qualquer antes do fim do universo.
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