
Sem vento
Data 09/09/2013 21:04:31 | Tópico: Poemas
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Oh! Éolo, és a exuberante expressão de deuses onipotentes, desde o Monte Olimpo, tu sopras reverdecendo os pastores; quando por estas plagas surges, e se manifesta irreverente, avivas o ar em reboliço, levantando saias, revelando primores.
Caminhando pelas alamedas floridas ou visitando vias estremas, assinto para que num átimo tu apareça evidenciado teu mister, mais que arrefecer a terra, tornar temperaturas mais amenas, aguardo-te na faina de revelar, tão belas, coxas d'uma mulher.
Para cruel e soberbo desengano deste vate que tanto esperava, sequer apareceste! Aonde te escondeste enquanto ela caminhava ? Ficou justa ao corpo, encobrindo o tesouro, saia rodada xadrez,
restando ao desgraçado poeta remoer ingente anseio da cupidez. Onde estás tu nesta hora cruciante de desejo e aflição extrema, tu não vieste neste justo momento levantar as saias da Jurema !
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