
ARENGA FAMILIAR
Data 27/12/2007 07:16:45 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| ARENGA FAMILIAR
A nossa vida Luzia, Ruma de mal a pior! Não mandei vir caristia. Bem o sabes, meu estupor! Se isto não muda, mulher Pega-lhe um raio do corisco! E o que podemos fazer? Tem paciência, Francisco! E eu, esgotado só de pensar
Que o ordenado vai acabar, Tenho um ataque do coração, E sai-me um traque, nesta aflição!... À para aí quem nos diga Que votar é um dever Para enchermos a barriga Aos que sobem ao poder... Conheço bem essas manhas. Não as conseguem mudar;
Mas, quem for em tais patranhas, Em burro pode acabar! Já ninguém pode com tal desgraça! Quem nos acode? Nem a cachaça! Que hei-de eu fazer,sem um tostão? Bom: se morrer... não há caixão!...
Oh, mulher foi uma asneira Termos pensado em consórcio! E agora? Esta brincadeira Vai terminar em divórcio! Não digas tais disparates: Alguém há-de ficar vivo! Comer banana e tomates Limpa o tubo digestivo...
Que pessismo nos envolveu! Nem o turismo nos socorreu! Que desamparo e frustração! Sempre mais caro andar de avião!
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