
loa à balboa
Data 31/08/2013 16:52:44 | Tópico: Poemas
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Cavicórneo encafuado, querelado misantropo, sorumbático vela a prole, graduado na rotina, agrilhetado pelos pés, trás grilhões no torto pescoço, almejando igualar-se aos demais tão superiores, suporta sacrifícios, tantas dores algemados pelas patas, quer espalhar maravilhas, jamais deixar por menos.
Carrancudo, tartamudo, barracuda descamada, boca muda, pede ajuda, chupa fruta amuado, despedaça a caroçuda, emburrado, mal amado, move a mão já cabeluda, tronchuda garra proeminente, a manopla saliente, o semblante carregado, está em voga macambúzio, vê a fêmea barriguda. Ode ao bode, muita loa à Balboa, mesmo à toa, a coisa é boa, que jamais o defenestra, na canhestra beira de papel jornal, na desgraça não vê mal, necessitado da atenção que foi negada.
Despojado miserável, tão carente de afeto mendiga a comiseração, Satã encafuado, dissipando a neblina, entornando uma tina, bordejando a campina, enterrando carabina no buraco da latrina.
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