
- 1139 - Sol d'Ourique
Data 29/08/2013 18:58:49 | Tópico: Poemas
| - Um apontamento poético de D. Afonso Henriques no final da batalha -
Vem de longe, meia morta, minh'Alma aos vendavais. Quem sou? Guerreiro ou monge? Qu'importa?! Que fui! Que perdi! Sou Português e nada mais! Pátria onde nasci! As quinas, simbolo poético da Grei. A Terra, o Povo, a Lei! E aqui, a Lei é Fé! Fé em Cristo que em nós nunca se esgota! Está no sangue que nos corre! Fé que vence qualquer derrota! Amor ... reverência! Elevo os olhos meus, fito ao longe a Alma de Portugal estrelada de clemência! Abro em reza o Coração. Sinto pairar, esvoaçando ao vento em nocturno horizonte, no peito meu, o Eterno Espirito-de-Deus! Sagrado Povo que assim se bate! Gente Lusa a que pertenço! Pequeno Povo, Alma grande! Povo vencedor na aurora da batalha, intimo resgate ... E como rezas sobre um altar ou Astros no firmamento, brotam lágrimas no alvor do meu olhar! Porque o Sol d'Ourique p'ra sempre brilhará em Nós e nunca mais se tornará a pôr!
Ricardo Louro No Chiado em Lisboa.
Conta a lenda que D. Afonso Henriques na aurora da batalha terá recebido Cristo em sonhos que lhe terá dito que venceria o confronto, que seria aclamado Rei e que fundaria ali uma nação que teria como missão expandir a mensagem Cristã. E assim nasce Portugal, assim nasce a Alma deste tão nobre Povo ao qual me orgulho de pertencer! Alma de Poetas, cavaleiros, sacerdotes, misticos e ocultos homens e mulheres. Um pequeno Povo com uma Alma grande!
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