
Perto do meu lugar e de minha gente - Lizaldo Vieira
Data 22/08/2013 11:01:07 | Tópico: Poemas
| Perto do meu lugar e de minha gente – Lizaldo Vieira Filho nunca nega a pátria Mesmo se for ingrato É assim que penso Comigo não há disfarce Sou poeira do mesmo chão Chorão e cantador O dia brilhante, Que vimos raiar Com cânticos doces Vamos festejar Onde o sol nasce mais quente A brisa assanha os cabelos E faz o sorriso do povo Ser tão novo Tão gostoso De contente Se nunca ouviu falar Das coisas boas desse lugar Pelo ao menos Deve lembrar De tantas gentes ilustres Sabias e famosas Hermes Fontes Fonte da mata Ofenisia Freire Presença feminina em os lusíadas Jenner Augusto Nosso precursor da Arte Moderna É só a história rebuscar Tão longe De mim distante Bitencourt Sampaio Não vale o cinismo imperdoável Do faz de conte que esqueceu Do filho crânio das artes Obras primas Viajam por todas as partes Farrapos fiados na lúcida loucura De Arthur bispo do Rosário Se quiser ir mais além Vai lembra também Que aqui tem O cravo brigou com a rosa O cravo brigou co'a rosa Debaixo de uma sacada O cravo saiu ferido, E a rosa espinicada Se não matou a charada Tá na obra de Silvio Romero Gênio dos contos populares brasileiro Cuidar dos temas do povo Foi o primeiro O mundo inteiro reverencia Aplaude de pé Ignorabimus Nascido no cérebro genial Do velho e bom Tobias Barreto “Quanta ilusão!... O céu mostra-se esquivo E surdo ao brado do universo inteiro... De dúvidas cruéis prisioneiro, Tomba por terra o pensamento altivo Se não queres ficar zonzo Com tantos nomes Le lugares que conto Melhor mesmo é por aqui parar Para não se assombrar Com tantas coisas que tenho pra contar A essa beira mar Nosso rio Sergipe Fazendo esmerar-se em beleza A nossa rua da frente Sei que vão faltar Dedos pra contar Com quantas pedra se constrói Um altar Dedo miudinho Seu vizinho Maior de todos Fura-bolos Cata piolhos Este diz que está com fome Este diz que não tem o quê Este diz vai furtar Este diz que não vá lá Este diz que Deus dará
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