
AOS PALHAÇOS MEUS RESPEITOS.
Data 05/08/2013 21:25:34 | Tópico: Textos
| CORDEIS EM MARTELO AGALOPADO.
Foi num perfume exalado, Por um nobre ser benévolo, Que fiquei mais preparado, E cheguei lhe dando crédito, Perguntei se era uma Deusa, Prostrada em minha frente, Ela disse a quem me dera, Sou humana e muito gente, Se tu quiser ficar comigo, Me ganhou por ser descente.
Vou chupar com entusiasmo, Depois morder a casquinha, Se esta delicia é só minha, Não venham se intrometer, Se quer dar uma chupadinha, Vai precisar me convencer, E prometer ser comportada, Sem aproveitar para morder, Pois meu sorvete é delicado, E eu só o divido com você,
E para morder sem machucar, Controle então suas mandíbulas, Sem pretender desmantelar-me, O que as vezes nem se castiga, Mais fica sempre a árdua lição, Do que a muitos inda instigam, Nestas ofensas tão gratuitas, Trazendo as cenas mais aflitas, Quando é tão fácil conceber-se, Naquilo em que só Deus arbitra.
Aos palhaço meus respeitos, Pela coragem que eles tem, De formularem do seu jeito, A compreensão do desdenho, Dos que tentam nos enganar, Como se fossemos ninguém. E preferem nos ludibriarem, Do que optarem a fazer o bem, Por isto me atrevo lhes dizer, Estes relevam como ninguém.
Fora feita uma necropsia total Investigando os fatos ocorridos, Duma morte fatídica e cabal, Um disparate a ser entendido, Suas vísceras estavam lotadas, Com recortes dos fatos ingeridos Traduzido em diversos idiomas, E figurando até um comodato, Pragmático para ser entendido, Espantoso de como era didático.
Mesmo assim entrou em parafuso, Não digeriu toda esta trapaça, Definiu-se como um ser profuso, Se aliviando sempre na cachaça, E um dia não mas se levantou, E findou morrendo ali na praça, É mas um que passa pela vida, E esta nem lhe serve de vidraça, Tragado pelas próprias feridas, Acusado de morrer por arruaças.
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