CONSUMO SEM CLAUSURA

Data 19/07/2013 18:15:29 | Tópico: Textos

CORDEIS EM SEXTILHA,
NO FORMATO REDONDILHA MAIOR.

Tu me enxergas assim,
Por um divergir de almas,
Mas desejas ter de mim,
O beijo que te acalma,
Ficas tranqüila então,
Serei todo teu vassalo.

O meu silêncio tu pinta,
Da forma que desejares,
As cores serão sucintas,
Mas pode caber milhares,
Desde que você se sinta,
Em todas representada.

Este nu me emocionou,
Mexeu com minha libido,
Eu chego a ser atrevido,
Atestando o meu sentir,
Se esta mulher vier aqui,
Terás todo o meu amor.

Eu tenho a beleza gato,
Tu podes me possuir,
Mas nunca serei sensato,
No meu modo de agir,
Quando surge nova gata,
Na consigo me inibir.

A rosa possui seu viço,
Pondera o encantamento,
E já não é mas o evento,
Prioritário do cravo,
Hoje seu padecimento,
A faz oprimida escrava.

Como é linda esta cena,
De perfeita integração,
Onde a boneca de pano,
Sente pulsar o coração,
De sua nova tutora,
Que se dar por vocação.

Com ausência da paixão,
Seu viver era pacato,
Ensejava os desacatos,
Provindos do coração,
Mas agora os sentimentos,
Lhe causam um turbilhão.

Neste espaço de tempo,
Denominado de um dia,
Buscas contentamentos,
Em meio as aplasias,
O desanimo tem domínio,
Perante as tuas alegrias.

Ser poeta é tua válvula,
Onde depuras teu sentir,
E nem precisas fingir,
Para ser tão abrangente,
Por que contagias a gente,
Desde que chegou aqui.

Sou homem na estatura,
Tenho espírito itinerante,
E o meu dia neste instante,
Parece mais provocação,
Estas datas são condão,
Dum consumo sem clausura.













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