
MAMUTES DOMADOS
Data 16/07/2013 23:57:19 | Tópico: Poemas
| O poeta é um bicho engraçado faz da vida o trabalho
usurpa as próprias emoções por uma posteridade imaginária que mesmo que um dia ele alcance ainda para ele não passou de imaginária
O poeta é um bicho sagaz quando dança
Ah se o poeta dança se o poeta sabe se calar
ah se o poeta sabe se calar silenciar sua mente e dançar!
Quantos arrepios indizíveis e indeléveis o verdadeiro sublime o verdadeiro ouro de uma existência doutro modo majoritariamente preenchida da escuridão friorenta
Mas há uma ingratidão nesta percentuação O Infinito é imenso
há seu frio e seu suposto vazio mas eles repousam nas mãos de Deus
Deus que sei que está lá Lá que brinco de chamar de lá pois é aqui é ali é todo lugar é em todo lugar e é todo o lugar
O Lugar que se eu me permitir sou eu nadando no oceano sem fim de Deus
que se eu for poeta e bailarino cósmico o bastante se eu for verdadeiro e cheio de emoções o bastante sei que Ele vai me deixar ser aquele que nada braceja se perde e resfolega
nas marés maravilhosas da alegria a única alegria cabível a alegria de uma inteligência que encontra a coragem de conversar com Deus
Deus quer ouvir nossa voz ele já conhece nosso coração mas nossa voz depende de nós a voz mais profunda a voz profunda cheia de emoção cheia da nossa verdade pequena tão humana tão ignorante
Deus quer ouvir essa voz.
O poeta é um bicho engraçado que se for bom não guarda rancor no coração nem tem medo de quebrar velhas tábuas bolorentas
que se for bom dança com a mente quieta se hidrata como se não houvesse amanhã que se você parar pra pensar na verdade não há e dança mas dança de acordar três dias depois com as panturrilhas ainda lembrando da divina ceia do ritmo
a lealdade é ouvir o próprio coração que às vezes deseja o que faz sentido que às vezes sofre por viajar na maionese de azeitonas pretas chilenas mas que nos dá nossa pequena verdade humanóide a única verdade que nos cabe vem do coração
Coração Simbólico claro sem freios pedagógicos o coração é o cérebro que é o infinitesimal em cada instante incompreensível mas daí o poeta perde o compasso e a noção de que há um esforço que todos merecemos fazer
o coração Coração Simbólico
ele é um esforço não é um órgão biológico não é uma signo compensatório não é um baú de segredos sofridos
ele é toda uma perfeição inominável e tão ai, ai... tão tão possível!
A perfeição A Perfeição
É tudo que há Pois que o que há não podia deixar de ser e sendo assim irretocável inalterável incomunicável em sua irrepreensibilidade é obviamente perfeito
Mas se cabe o adjuntivo divertido Mas a perfeição A Perfeição se permite aperfeiçoar
É esse o esforço o ideal seu ideal o ideal de cada um
que você bem sabe o que significa o que é o seu ideal o seu eu ideal que dança que tem a mente quieta que faz da vida alguma espécie de poesia
seu eu feliz disciplinado cheio de paixão pela vida cheio de paz e calma na hora do vamover cheio de amor pelas pequenas coisas do mundo que o fazem tão perfeito
esse ideal ele está aí ele é possível... ai... é tão tão possível!
E... te digo... eu já estive lá... no meu... certa vez estive lá foi lindo e durou durou bem
Depois escapuliu demorou mas fui entender que estive lá e escorreguei e a benção é ter hoje essa ciência
pois que posso novamente criar o ideal o eu perfeito imaginário O Pefeito Aperfeiçoado mui mui bem apessoado eu ideal
E sei que ele é possível e que o dia que eu chegar lá de novo não vai ser fácil e nem vai ser pra sempre porque toda perfeição aperfeiçoada exige constante manutenção mas quando eu chegar lá vai ser lindo e além de feliz eu vou fazer alguma diferença pra Deus
Deus vai gostar de mim pra valer Ele vai me dar os maiores presentes e realizar os sonhos que eu tão pequenino nem nunca imagino imaginar pra mim.
Deixo que Deus sonhe por mim meus sonhos.
E busco meu eu ideal.
O poeta é um bicho engraçado.
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