
O todo quebrado
Data 13/07/2013 00:58:55 | Tópico: Poemas
| ser-me- ia um céu sem nenhuma mancha, não branco mas de um violeta que desafie a análise (...) só aquele barulhinho do mar tendo a noite como contraste (como quem sela um cavalo e percorre o tempo)
ser-me-ia uma espécie de fatalidade, que existe em toda cor indispensável água. fazê-la decorrer do resto
ser-me-ia a horrível exatidão dos segundos ... enquanto a insensatez se degela moldá-la, dar-lhe forma, a cor, o tom necessário daquelas cabeleiras de havana
ser-me-ia o silencio, o perfeito demônio pendendo por um fio do galho uma calma, um mistério, uma paz (banho de ar puro sob a tempestade)
uma alma num corpo, onde batia a luz como se fôssemos soprados deixando passar a luz do céu, em nossa estrada com um só golpe de vista pendurar na parede minha água forte
... só não posso permanecer ‘razoável’ interessa-me menos que o castanho cobre de seus olhos seja ao pé da letra tão belo quanto um ninho de rouxinol não gostaria de privar-me do soberbo erro do castanho vermelho, do violeta, um amarelo pálido, em minha palheta e a grosso modo, vou quebra-los. Para que depois não me arrependa.
Vania Lopez
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