
Socorro. Era uma música que virou adeus.
Data 20/12/2007 07:23:00 | Tópico: Mensagens -> Desilusão
| Pensei no que escreveria de ti. Socorro? Por aqui. Parei. Não, não o farei. Olhei o vazio. Removi cada gota de tristeza e ri. Quase gargalhei. São Arnaldo que me perdoe Não estou sentindo nada, Nem eu também. Vazio. Nem medo, nem calor, nem fogo Sorriso de amargura e pureza. Li. re-Li.Li duas vezes E não entendi. Evitando trocadilhos, compondo-os. Brinco para não chorar. Olho tudo para não ver Penso. Para não pensar. É, não só sou eu que Li. Não é mesmo? Do amor que estava aqui, ali, e que se foi Para você, para mim se vai. Decompõe-se. Mato-o dia-a-dia. Comigo. <br />Não vai dar mais pra chorar. E eu queria. Ah! Como queria e quero. Das paixões, pedidas, perdidas. O vazio sobrou, e calou. Nem vai dar pra rir... Porque agora é tarde. Ou não é. Sempre foi não é? É tão confuso tudo isso. Do momento adiado, Socorro? Do começo pressentido, Já não sinto amor, nem dor Era nossa história. Já não sinto nada... Mentira. Eu sinto. E assumo. Do futuro premeditado. Nós sabíamos, não? Tentamos, não? Tentei. Em vão. Alguma alma sabia sábia Eu sentia, sinto, não é lábia. Desapego-me, não nego. Tento. Largo. Agarro. Sonho. Morro. Amarro. Mesmo transformando-me Nessa alma, Penada, calada. Vagando sem ver o horizonte nítido Sem uma válvula de escape Procurando compensar o que sinto Com o que pressinto com o que sei. E não havia mais elo algum. Imagino se houvesse. Como não poderia tê-lo. Estava escrito nas estrelas, E olha que eu pesquisei. Tarde demais, mas pesquisei. Pequei. Mas é meu remédio. Não nego. Mas não, nunca o foi, não era um Era dois, três, uma família, duas, três Pensamentos, sentimentos, emoções. Composições para cinco Dedos de Adeus, ateus, à Deus. Sofrido, sentido, calado. "Você poderia mostrar que não sente nada" Eu podia ter feito tanta coisa. Não fiz nada. Você fez. Só fiz esperar. Queria esperar para melhorar. Aprimorar. Recriar. Não quebrar. Socorro! Alguém me dê um coração Eu tenho um. Pelo menos sempre tive. Mas esse já não bate Sacode-se, estrumbica-se, se agita. Nem apanha. Apanha, e machuca. Dói. Por favor! Até nisso somos iguais. Até nessa busca. Uma emoção pequena. Única. Qualquer coisa! Não. Não quero qualquer coisa, quero melhor. Qualquer coisa. Que se sinta... Quero mais. Não quero mais, quero algo a mais. Não. Foi muito bom, não é qualquer coisa Que sirva. Que valha a pena. Se fosse qualquer coisa, viva. Voltaria no tempo, faria tudo de novo Aceitaria novamente cabisbaixo Tem tantos sentimentos, não? Deve ter algum que sirva. O amor. Que se foi. Se partiu. E ficou. Continuou igual Por ondas diferentes. Noutras vertentes. E eu a queria Como uma borracha mágica Para apagar tudo E escrever de novo, mas não dá. Não com a mesma letra. Nem com a mesma caneta. Nem com o mesmo eu. Pois este aqui, morreu. Não ainda.
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