
"cupide insanus"
Data 03/07/2013 10:45:08 | Tópico: Poemas
| Que violência exerceu no semelhante. “Ó ira louca, ó ambição, que impele Na curta vida nossa, ao inferno arrasta E para sempre nos submerge nele!” “ Divina Comédia _ inferno, canto XII - ver 48/51
Quem me dera, ao longo dos montes de ouro, avidamente enlouquecer, como quem sobre a vítima do próprio sangue insanamente se alegra. Nos braços quentes de uma prostituta por um momento, esquecer quem foi o bêbado maldito. Me entrega frágil à vida quando me renega.
Como se estivesse sob uma névoa cinza como pesada carga de sofrimento, eu ganhava, na idade adulta, a memória distante das trevas que passei. Ora sigo meu triste caminho, meus atos e palavras não são um portento, a memória delas martela como eco distante em sua repetição, isso eu sei.
Apesar da grandeza que vejo neste mundo, além do portal do universo, a prima gota de sangue derramado contaminou para sempre a face da terra, vergonha contaminada do mundo; afasta-a de mim; no céu, cada raio conduz! Queria poder ser insensível, corpo inerte e frio, para me enganar, perverso, esconder a enormidade de flagrante injustiça, da vista de que emperra, para acalmar a mente, o coração elevar e conquistar, importante essa luz.
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