
juízo final
Data 02/07/2013 11:38:08 | Tópico: Poemas
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tinha um osso na garganta, um prego na sola do sapato sem salto. usava dois martelos sem unhas, quando esquentou a cabeça para resolver a equação: sistema linear, integral indefinida
foi atrapalhado, prejudicado pelo golpe de pedaço de granito no joelho impedido de resolver logaritmos com tacos de golfe num campo de futebol.
mas continuava buscando o perfil da alma, ciente que há momento em que a cabeça mais parece uma beterraba sem sal.
como serpentes subterrâneas, rastejando continuou na busca inútil eczemas ruminantes rastejavam nos corpos podres dos soldados habitantes da folha de papel.
sem mais perspectivas, era indiferente ao pôr do sol ou nascer do sol observando engolidores de espadas lerem os classificados nos jornais.
vida purulenta não resistiu à explosão assustadoras cinzas cobriram o cemitério contaminaram hospitais até a explosão fatal: juízo final
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