Plutão: o Vulcão Adormecido

Data 24/06/2013 09:51:13 | Tópico: Textos

Viver Trânsitos de Plutão

é aceitar a própria morte!

Rendição psiquica, mental, emocional

num dentro que não se via ...

Tensão dual entre desejo e não-desejo,

Ser e não-ser, alí onde parte de nós se afunda

num abismo abissal.

Metamorfose lenta numa obscura imensidão

onde a dor é o portal.


Plutão Transforma!!!


É o fim da vontade, o "Eu" já não comanda,

ameaça, gritos, violência ...

Cavaleiro-sem-cabeça munido de uma espada.

O que ocorre é além!

Algures entre o lago do medo e a árvore da Sabedoria

no jardim da incerteza,

aí, é onde permanecemos em confronto!

Morte! À beira da Morte!

Eminente, perigosa, perspicaz ...


Luta, angustia, dor, impotência ...

Plutão é Maior!

Irrompe da posse, e o "Eu" enfraquecido,

triste, esquecido, rende-se incapaz de persistir ...

Vencido p'lo cansaço, "chora-se" num fundo que

não sabia!


Então, de que mundos vem depois

uma Paz imensa?!


Quando do desejo, obcessão, o "Eu" se vê liberto,

algo novo o invade nascido do seu dentro,

profundo Renascido numa outra sintonia,

nova dimensão, Harmonia, Paz e Unidade.

É no corpo que acontece a Alquimia Secreta

do desejo obcessivo, vontade obstinada,

recusa e conflito, luta e destruição,

tudo ocorre na Casa VIII, p'lo "veneno" de Escorpião.


Plutão: vulcão adormecido que incendia as profundezas!

Intima violência que ascende das trevas,

mata, limpa, purifica, tráz à superficie ...

Profundo, Intenso e Poderoso, é ele, o Poder de Escorpião ...

Escorpião destruido que Renasce "sem veneno" ... Fenix Renascida!

Que Semeia Novo Tempo, que prepara Nova Vida!


O "Eu" chega cansado, exausto, fraco da caminhada!

Fraco mas Seguro, cansado mas Sereno,

desse longe tão perto, onde em campos de batalha

ergueu a Espada e ouviu as vozes de Joana D'Arc,


"... eu tenho que ir ... eu tenho que ir ..."


E quando o "Eu" já ouve a Alma,

Plutão recolhe ao infra-mundo ...


A "lava" quente que seca, o vulcão que "adormece" ...

... Plutão silencia ...

O "Eu" respira, leve, pacifico, diferente, um Novo-Ser!

Dá-se a Secreta mutação, essa profunda Alquimia

nascida do não-medo, entrega, absolvição ...

O Ser regressa à Vida Renascido das Trevas,

nascido das cinzas, como se chegado

de uma imensa, penosa viagem,

onde o Tempo não esteve, onde a Vida findou,

onde a Alma recolheu, onde o mundo parou!


Mas a Vida Sempre Recomeça!!!


Ricardo Louro

que seja para que o Amor do Cristo
sempre nos Una!



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=250431