
HIPOTERMIA DA MADRUGADA
Data 15/06/2013 12:53:32 | Tópico: Poemas
| HIPOTERMIA DA MADRUGADA
A estação estava vazia. Em tons de laranja, Pela luzes que a encobria.
Uma única pessoa ao longe, Não se sabia se era homem ou mulher. Mergulhada em seus pensamentos, À espera de um trem, Que lá vinha, Com o farol também alaranjado, Dando tons de sol, A madrugada que já findava...
Um frio cortante, fazia... E a pessoa que aguardava, Do trem, a chegada, Encolhia-se...
Queria mesmo era o abrigo, De uma cama quente, Um café ou chocolate fumegante, Que desse um pouco de 'aquecer' ao seu corpo Que já hipotérmico, se encontrava... E ao abrir sua boca para respirar, Era fumaça branca que saía no ar...
Triste criatura com frio: Se estivesse nos braços acalorados de um amor, Nada disso sentiria, E algo mais encantador Ela certamente sentiria...
Fria madrugada de inverno Frio corpo que tremia... Fria alma vazia.
FÁTIMA ABREU
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