
Um, dois, um, dois...
Data 24/05/2013 16:14:31 | Tópico: Crónicas
| O PELOTÃO
- Um, Dois, Um, Dois, Um, Dois, Um, Dois... - Peeeeeeloootãããão: Alto! - Apresentaaaaar armas! - Virar à direeeeita!
E os “soldados” obedeciam à risca, na medida do possível, lógico. Alguns, na hora de “virar à direita”, ficavam parados outros viravam à esquerda, afinal, naquela idade, nem sabíamos o que seria direita ou esquerda. As armas eram cabos de vassouras, ou de guarda chuvas, ou pedaços de bambu. Qualquer coisa servia.
- Permissão para falar, Sargento! - Permissão concedida. Fale! - Agora é a minha vez de ser sargento! - Não! Volte para o seu lugar. - Então eu não brinco mais...
E, lá se ia aquele soldado, abandonando as fileiras, no que era seguido por uma parte da turma, desfalcando o pelotão. A coisa chegava a um ponto, que o Sargento ficava sozinho, pois não queria “largar o osso”, como se diz popularmente. As outras crianças iam, então, brincar de bolinhas, ou futebol, ou esconde-esconde, ou qualquer outra brincadeira, e o sargento ficava por ali esperando uma oportunidade de entrar para a nova brincadeira, nem que fosse como recruta. O que não valia era ficar sozinho vendo os outros brincarem. Importava participar.
Bons tempos, aqueles!
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