
Silvano e Taís
Data 14/05/2013 19:46:38 | Tópico: Poemas
| Irmã, Eu beijo a serpente Eu mordo a maçã.
É quando acordo Pela manhã E estás nua Na minha cama,
É quando acordas E me falas Das náiades, Dos bosques e romãs.
É quando vejo Que guardas Entre as pernas As nossas horas Mais fraternas,
É quando me ofertas A flauta de Pã, A noite E as cortesãs,
É quando dizes Que odeias o Tebaida, E que tua casa É a opulenta Alexandria,
É quando confidencias Que enganaste O monge cenobita E que jamais deixaste De ser uma hetaíra.
É quando me despertas De um quotidiano De culpa e engano, Bafejando-me, Junto a cascatas e fontes, O alegre nome: “- Silvano, Silvano, Silvano...”
Oh, irmã, És Taís A devolver-me A meu verdadeiro país!
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